uma exausta escritora escrevendo sobre exaustão
(Fonte da imagem: pinterest)
Dia "??" da pandemia e estamos nos esforçando para nos manter vivos. Uns nos hospitais, lutando contra um mal invisível, enquanto outros estão se dedicando em seus trabalhos e estudos, sem pause e com a própria cobrança em seus ombros. A cobrança por metas no trabalho devido a inexistência de separação de trabalho e momentos livres causado pelo home office. Cobrança no ambiente escolar, com 500 trabalhos para fazer até as 23:59 que a professora avisou as 23h, além do curioso caso do vestibulando que está estudando para uma prova que ele não sabe quando irá acontecer, para entrar em uma federal que ele não sabe se estará aberto até o fim do ano. O BRASIL TA NO MEIO DO CAOS.
Eu sei que é obvio, mas as vezes esquecemos desse "pequeno detalhe" e ficamos paranoicos e nos cobrando produtividade em um ambiente de pura incerteza, morte e medo. Respira, conta até 10 e vem comigo.
Não é justo com a sua saúde mental se forçar a fazer algo em um momento de puro estresse como o que estamos passando agora. Nem todo mundo é Rodrigo Hilbert que consegue abraçar o mundo e em qualquer momento. Precisamos de uma válvula de escape, no qual a gente consiga colocar os problemas fora da bolha e se isolar nessa bolha até todo o estresse e exaustão acabar. Está tudo bem se você não conseguir estudar por muito tempo, qualidade é melhor que quantidade (se é clichê, é verídico). Enquanto ao trabalho, saiba impor limites a tudo.
Espero que nessa leitura eu tenha conseguido fazer você refletir sobre a importância de respeitar os próprios limites e cuidar de si. um passo de cada vez, sempre. A dica da virginiana que mais amava se medir com a régua dos outros e ficava mal por ver alguém estudando enquanto não conseguia abrir um livro é: todo mundo tem um jeito de fazer algo, tem um tempo, um planejamento e uma dificuldade, por mais que todo mundo tente mascarar isso.

Comentários
Postar um comentário